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- Autista? Imagina! Ele não fica no “mundo dele”, é sorridente, interage com a gente! Essa normalmente é a reação das pessoas diant...

Sinais

16 Comentários

- Autista? Imagina! Ele não fica no “mundo dele”, é sorridente, interage com a gente!

Essa normalmente é a reação das pessoas diante do diagnóstico do Franco. Com cuidado e compreensão, tentamos explicar que existem vários níveis de autismo e que ele tem muitas das características. A negação rapidamente se transforma em um sentimento de “pode acontecer com qualquer um então!”. E vem a pergunta:

- Como vocês suspeitaram?

Os sinais. Eles apareciam e se confundiam com “coisa de criança”, com “daqui a pouco passa”, com “isso é normal”, com “é o jeitinho dele”, com “isso é inteligência demais”. Todos os traços, leves ou severos, se uniram para se transformar em diagnóstico anos mais tarde.

Franco não atendia sempre que chamávamos, só quando queria. (Concentrado!)

Brincava sozinho e se desinteressava quando tentávamos brincar junto. (Independente!)

Alinhava todos os bonecos, milimetricamente, em vez de fazer de conta que eram personagens. (Organizado!)

Não levava as coisas sozinho à boca. Só comia a papinha que já estava habituado e quando dávamos a ele. (Preguiçoso!)

Sempre foi apegado às rotinas. Não lidava bem quando os rituais diários saíam da ordem. (Puxou o pai!)

Não queria saber de falar. Mais do que isso, não se interessava em comunicação, mostrar o que queria etc. (Menino demora mais pra falar mesmo, né?)

Durante um bom tempo, andava para todo lado com um objeto azul em uma das mãos e vermelho na outra. Se pegava algo azul, corria para procurar algo vermelho. (É...)

Não tocava em nenhum alimento, seco, molhado, fruta, legume. Com dois anos, já sentia vontade de comer algo e superou o asco de tocar no alimento. Em vez de levar à própria boca, matava sua vontade dando para o pai ou a mãe comer. (Hum...)

Usava nossas mãos como instrumento para pegar as coisas que queria e que estavam a seu alcance. (...)

Começou a falar. As frases eram normalmente repetitivas, sem comunicação funcional, com padrão de ecolalia tardia. (Autismo)

Durante todo o processo, passamos pelas fases de preocupação excessiva, expectativa, dúvidas. Exagero? Pais de primeira viagem com muito acesso à internet procurando pelo em ovo?

Mesmo com todos os sinais, o que mais me chamava atenção era o olhar. Era diferente. Percebia que Franco não tinha a mesma expressão das outras crianças. Um olhar profundo, sem aquela inocência característica, parecia já saber das coisas e achar tudo aquilo ao redor um saco. Quando não estava sorrindo, parecia não querer estar ali, como se tudo fosse monótono demais.

***


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16 comentários:

  1. Parabéns Odara pela publicação... Perfeita... são pequenos alertas que nos fazem proporcionar algo melhor para nossos filhos... infelizmente algumas pessoas preferem ignorar (as vezes por medo de não saber o que fazer, como fazer)... mas com a ajuda certa fica tudo mais fácil... espero, espero ñ, tenho certeza que servirá de exemplo para muitas pessoas... Parabéns

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  2. nossa... igualzinho meu filho...

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  3. Boa tarde Odara. Nós (Eu, minha esposa Magali e o Theo) estamos num estágio da nossa vida, muito parecido com o que você está vivendo agora. Nosso Theo está fazendo dois anos esse mês e ainda estamos na fase das dúvidas, aceitações e mudança de sonhos. Para nós ainda está sendo muito difícil contar para as pessoas de nosso círculo familiar que ele, pelo menos por enquanto, não gosta de brincar com outras crianças, não brinca de carrinho e não gosta de jogar bola. Ainda está sendo muito difícil ouvir coisas do tipo “tadinho”, “ele não tem nada” ou “cada criança tem seu tempo” constantemente. E isso dói bastante por que vemos, vivenciamos e analisamos toda a rotina diária do Theo e, a cada dia que passa, descobrimos uma característica nova de TEA nele que reduz em nosso íntimo qualquer esperança de que ele não tenha nada. Quando vi a foto da chamada de seu blog no IG parecia que eu estava olhando para uma foto do Theo em frente nossa TV. Tudo muito idêntico. Ele deitadinho em nosso sofá, de barriga para baixo, com a bundinha levantada e assistindo a Peppa. Tudo muito idêntico.
    Me parece que você está no começo desse lindo blog. No início desse compartilhamento de experiências já vividas e que ainda viverão juntos. Se me permite, passarei a seguir seu blog. Pois tenho a impressão que nosso Theo aprenderá muito com o Franco. Pensamentos positivos para você e continue forte nesse caminho novo que Deus, em sua infinita sabedoria, lhe colocou. Nos colocou.

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    1. Obrigada por acompanhar nossas experiências. Espero de coração que ajude a caminhada de você também. Beijinho pro Theo!

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  4. Parabéns, Odara, pelo blog e pela coragem!! Desejo muita força pra vocês e muita saúde, alegrias e descobertas para o pequeno e lindo Franco!! Um grande beijo e que Deus abençoe vocês!

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    1. Meu neto Pietro tem 2 anos e 2 meses. Apresenta algumas características donaurismo. Algumas aqui relatadas. Sou pedagoga e percebi antes dele completar 1 ano que havia algo que não eea normal e passei de avó a ser uma observadora do comportamento dele. Achei que poderia ser TDAH, mas comecei a pesquisar e perceber que não era só isso. A pediatra a pelo menos 6 meses encaminhou para a fonoaudiologa e psicológo. Semana passada meu filho comentou sobre suas dúvidas e as pesquisas feitas sobre o assunto. Nunca tínhamos falado sobre isso. Eu Já havia falado com alguns parentes e amigos próximos, meio que preparando-os pata o futuro diagnóstico. Meu marido ainda não entende muito isso, até porque falta conhecimento sobre o assunto, apesar de temos um caso próximo. O Pietro tem uma relação bastante "afetiva" com o avô, pois desde bebê ele sempre esteve bem próximo pois ele está aposentado e ajuda muito minha nora w filho
      Por trabalhar minha relação com ele w distante. Ele não aceita muito minha aproximação e sou a que posso toca-lo para trocar a fralda, dar comida, banho. Digo que ele seleciona as pessoas próximas, "usando" cada uma para para suas necessidades.

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  5. Que Deus possa dar muita coragem força e que o cansaço nunca deixe vocês tristes e desacreditados, pois Deus só os dá aquilo que podemos suportar, parabéns pela postagem. E que a cada dia, vocês possam alcançar novas metas, e que tudo seja uma benção, em nome de Jesus.

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  6. Odara. Boa noite. Amei todos os textos.
    Atualmente estamos passando aqui em casa com nosso filho mais velho o Enzo, uma experiência nova. Ele foi detectado com tetrassomia 15q, que é uma sindrome rara da duplicacao do cromossomo. Com isso vem todos os atrasos psiconeuromotor. Vi alguns textos onde mostra que está tb relacionado a características de autismo. Assim lendo seus textos enquadrem meu pequeno em vários momentos. Hoje ele está com 2 anos e 10 meses, e estamos correndo para descobrir como ajudar a ela e desenvolver, já passou pela fisioterapia pois só foi andar com 2 anos e 8 meses e agora passa por fono, pois não fala nenhuma palavra sequer.
    Com a descoberta nosso mundo mudou. A dificuldade de informar os familiares e amigos é imensa.
    Mas ouvi uma frase de uma grande amiga, que usa pra minha vida daqui os frente e quero compartilhar contigo, pois acredito que ela e verdade, segue:
    "Deus manda crianças especiais, somente para as mães mais especiais."
    Vamos viver e ser felizes com essas joias raras. Nós merecemos. Beijinhos no Franco. Bjs Paloma.

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    1. Eles merecem o melhor ao lado de pais bem resolvidos! Beijos!

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  7. Boa noite, Odara. Sou pai de uma menina linda de três anos, a Giovanna. Ela sempre foi apegada a mim e eu a ela. Suas manias e a falta de comunicação verbal sempre foram a minha preocupação. Sem falar sobre
    O choro compulsivo e, a raiva em momentos de crise, que a faziam sair da figura infantil.
    Estamos buscando assistência medica faz pouco tempo, um mês, ainda não temos o diagnóstico mas tudo nos leva a crer no TEA.
    Aflitos como vocês na consulta , esperamos a terça-feira 10.05 como o divisor de águas, enfim a NeuroPediatra e o seu parecer.
    Seja o que for , como no inicio da mensagem, continuarei sendo o pai da linda Giovanna, que necessitara muito mais do meu apego e eu do sorriso e abracos dela.
    Parabéns pelo seu blog, acompanharei as suas experiências com o lindo Theo. Sabendo que a melhor forma de enfrentar essa jornada e compartilhando os momentos de conquistas e dificuldades que o TEA nos impõe. Fique com Deus e muitas felicidades para vocês.

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  8. Perfoe-me Odara, troquei o nome de seu filho com o do Sr Helio do comentário acima. Cansado com a maratona de hoje, acabei enganado pelo cansaço . rsrsr
    Fique com Deuss. Felicidades para voces e o linfo Franco.

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    1. Oi, Carlos! Obrigada por ler o blog e tomara que dê tudo certo na consulta! Com certeza, o que você disse é o mais importante: independente de qualquer diagnóstico, continuamos sendo pais. E é isso que faz toda diferença para o desenvolvimento deles, o carinho. Felicidades para você e a pequena Giovanna!

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  9. Parece que leio um texto escrito sobre minha filha que hoje tem 3 anos. Por um lado ainda perdida com o diagnóstico e por outro lado mais tranquila por saber que existem pessoas maravilhosas como você que se doam, que trocam experiências e que não se escondem atrás de um diagnóstico. Muito obrigada!

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  10. Olá, encontrei essa semana um livro chamado Humor Azul, o lado engraçado do autismo de Rodrigo Tremonti. O autor ė autista e mostra por histórias em quadrinhos como ele vê e sente o mundo. Maravilhoso para conscientização e conhecimento. Ótimo para presentear professores, tios, vizinhos. Abraço, obrigada pelo blog.

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